quinta-feira, 27 de abril de 2017

Carma

Hoje você pode não ser mais aquela mesma pessoa, por quem me apaixonei, mas os motivos pelos quais te amei voltaram a ficar vividos em minha mente. Talvez eu tenha apenas me enganado, criado uma imagem de você que sequer exista, que não era real, mas como eu queria que ela fosse. Desejei com todas as minhas forças não estar errada, que você não me magoasse, que não me machucasse, que pela primeira vez eu finalmente tivesse acertado. Apenas esperanças vãs, tudo foi consumido, não há como fugir de quem você realmente é, mas eu mudei tanto por você, tão profundamente que até doeu em mim, ver que não valeu de nada. Ver que me fiz outra pessoa totalmente diferente, me transformei em algo melhor, apenas para ganhar tudo aquilo que já merecia por quem antes fui com os outros. Você foi meu carma, um carma que apesar de cruel, ainda não consigo esquecer e deixar ir por completo.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ambivalente

Observo a luz que reflete na poça e desmancha, com o tremeluzir da água, e então eu dissocio, de repente estou em outro lugar. Acho que me viciei em você, no teu cheiro, no teu beijo, no teu toque, tua voz, e isso dá medo. Pois tudo que tenho a oferecer são mãos que sufocam, palavras que machucam. E o medo do abandono é real ou apenas imaginado? Já nem sei mais, só sei que o vazio só faz aumentar. Uma dor aqui dentro do peito que jamais cessa, um imenso buraco negro que nada pode preencher. Brinquei de me entregar, mais uma vez experimentar, tentar esquecer as coisas ruins do passado, e acabei indo longe demais. Tudo escorre por entre minhas mãos, escorrega pelos dedos, nada permanece, se faz fixo. Somos seres mutáveis, porém minha personalidade é imutável, jamais poderei fugir dela, me esconder, sou quem sou. Aquela com o imenso vazio, aquela que sufoca, manipula, sofre, chora, muda de opinião, de humor, constantemente, se entrega, quebra a cara, esquece e vive tudo de novo, num loop infinito, no ciclo vicioso que é essa vida. De vício em vício, de corte em corte, sem jamais achar um sentido, sem entender a si mesma. Um dia todos vão cansar, não restará mais ninguém, e você irá se ver sozinha, talvez para o bem, talvez para o mal, você finalmente crie algo que nunca teve, coragem, para o quê, só você mesma sabe.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Excitação

Gosto de sentir teu corpo tremendo, toda a excitação, o sorriso de nervoso, o braço na boca tentando manter o silêncio. Sussurros ao pé do ouvido, quero continuar até que você implore por mais, tentando se conter. Percebendo que é impossível, até que tudo que podes fazer é se entregar. Mas não podemos parar por aqui, precisamos de muitas outras noites como esta para compensar todo o tempo perdido. Então perca o controle, se entregue, no fundo sabemos que é isso que você quer, enquanto faz o mesmo comigo, até que eu chegue lá. Te ver chegar lá não tem preço, me excita, tua expressão, teu corpo, o melhor momento, o ato mais gostoso de todos.

Desaparecer

Queria saber como você faz isso comigo, o jeito como fico nervosa sabendo que nossos olhos se encontrarão, mesmo depois de tanto tempo. Anseio pela visão de teu sorriso, produzo mais memórias. Por que é tão difícil esquecer? Tentei inúmeras vezes, passar por cima de tudo isso, mas não há como ficar perto e não há como ficar distante. Você não pode fazer com que eu sare, ninguém pode, sempre estarei quebrada, aos pedaços. E machuca lembrar como as coisas eram fáceis, quando não havia sentimentos, quando era como se eu estivesse morta por dentro. Agora somos apenas pessoas invisíveis, vivendo uma vida invisível, sem nome, numa cadeia que aprisiona.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Olhos castanhos

Quem é você para dizer o que sinto? Mais uma vez estou no meu caminho para baixo, para o isolamento. As pessoas desta sociedade são muito evoluídas, muito comunicativas, e muito fingidas para a minha realidade, hipocrisia é muito para mim. Eu me identifiquei e me reconheci através da tua dor, talvez estejamos sobrando neste mundo. Sempre soube, que amores como estes jamais duram. Você tenta se socializar, pra esconder, mas eu vejo através da máscara, da armadura. Eu olho em seus olhos castanhos, encaro, eles demonstram tanta dor. Mostram a forma como o passado te destruiu, e agora você tenta esquecer, pulando de cama em cama, mas a sensação de solidão no dia seguinte é forte demais, sei bem como é isso. A isso que se resume também, minha própria vida, esse sentimento de que você não foi bom o suficiente para alguém, não fez o bastante, e jamais poderá reparar isso.

sábado, 15 de abril de 2017

Terraço

Nunca pedi um beijo teu, nunca senti teus lábios, e me arrependo por isto, mas talvez não seja tarde demais. Pele morena, as entradas de tua barriga, quero desfrutar de cada pedaço, de cada sorriso iluminado, de cada canção. Quero falar sobre qualquer besteira, sinto que só você pode me curar, desta overdose de mau humor. E quem sabe um dia possamos nos entender, e apenar apreciar, o terraço mal iluminado, descer as escadas e entrar em teu quarto. Nos conhecermos melhor, explorar. Seu rosto parece reluzir, parcialmente iluminado. Milhões de pensamentos passam através de minha cabeça, mas não quero criar expectativas, ou talvez eu possa. Talvez você posso me dar a oportunidade de sentir algo que nunca senti antes. E minhas mãos vazias, não têm nada a oferecer, mas talvez você possa complementa-las. Apenas esta noite, quem sabe, apenas faça com que me sinta única, e saberei que você é especial. Que enfim encontrei alguém diferente, por quem vale à pena, ter qualquer esperança. A luz do poste ilumina meus olhos, enquanto espero você chegar, talvez tenhamos uma conversa casual até se transformar em algo mais, talvez não leve a nada, mas o que dirá será seu olhar. Você me parece doce, tranquilo, e esperamos por esse algo mais já a tanto tempo. Certa vez me disseram para não ficar pensando no futuro, apenas viver o presente, o momento, e agora, isto é o que mais quero.

Segunda opção

Você me trata como um objeto, você está muito enganado, não sou um quebra cabeça que podes montar como quiseres. Esta noite não serei tua, então apenas fique na vontade, sem minha companhia. É muito fácil achar outra pessoa em quem se aconchegar, mas só quero calmaria, não quero a correria de tua vida, quero paz. Estou cansada, de todos os rodeios, talvez eu prefira alguém, que não me trate apenas como se fosse mais uma opção qualquer.

Assombração

Dançando sozinha, de repente tenho um momento de clareza, acho que estou me apaixonando, subitamente, e nada mais me assusta agora. Lembro de nossos olhos reluzindo, ambos iluminam um ao outro, seus olhos brilham tanto, sorrisos simultâneos. Estamos vivendo uma espécie de sonho, porém a dose de realidade sempre irá chegar, mergulho na água tranquila e ela me puxa de volta, faço força para ficar e começo a me afogar, será que ainda há alguma espécie de salvação? Estou aqui para te segurar se cair, e te puxar de volta caso seja necessário. Escuto as histórias interessada, finjo não me importar, mas é claro que me importo, uma pontada de ciúme surge, mesmo assim o orgulho ainda é maior. Você não quer esquecer o passado, não quer seguir em frente e deixa-lo ir, eu sei, pois já passei por isso também. E eu morri um milhão de vezes, esmagada pelo peso das palavras nunca ditas, pelo medo do desconhecido, de ser trocada, abandonada. Opostos que se complementam, essências similares, compartilhamos a visão daquela mesma lua cheia iluminada, no terraço, troca de segredos. Este cômodo foi reformado, mas ainda me parece o mesmo lugar, abrigando os mesmos fantasmas, como alguém que pensamos que ainda irá mudar, mas na verdade nunca muda. Cante-me uma canção, enquanto ainda posso escutar tua voz, enquanto você ainda não foi embora, como todos os outros fizeram no final. Quero proximidade no lugar da distância, realmente conhecer ao invés de informações vagas. Como sempre me expus, me entreguei, e alguém sumiu, talvez meu passado seja demais para qualquer um assimilar.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Colcha de retalhos

Teu toque é maravilhoso, tua língua, teu beijo, me sinto cada vez mais perto do paraíso, do ápice. Mas uma hora a gente cansa, de procurar o que não consegue encontrar, o desejo toma qualquer forma, toma qualquer gosto, qualquer coisa serve. Uma rede de mentiras, tecida e reforçada pela hipocrisia. Uma hora a gente cansa, de esperar pelo que sequer sabe se vem, de esperar por qualquer coisa que talvez sequer conhecemos. Não quero ser uma espécie de substituta, apenas um remendo, aos trancos e barrancos. Estou cansada de me magoar, de achar que conheço as pessoas quando na verdade não conheço, cansada de ter menos do que mereço, de aceitar qualquer coisa, cansada de simplesmente me conformar. Quero alguém que me deseje de forma brutal, com cada pedaço de seu corpo, com toda a intensidade de seu ser, com toda a sua força. Aquele alguém, que me mostre que se apaixonar, se jogar de cabeça e se entregar, ainda vale à pena.

sábado, 8 de abril de 2017

Índigo - Parte 2

Olhos que cativam, sinto que irão me despir de qualquer pudor, eles derrubam tudo, até mesmo qualquer barreira de proteção que eu tenha criado, afim de não sentir nada. Olhar sereno, calmo, mas que ao mesmo tempo é como um furacão, me devora. A luz dos teus olhos, definitivamente foi o que me salvou, quando estava passando por um momento tão escuro de minha vida. Não quero ficar sozinha mais uma noite, não quero dormir e ter que acordar sem ninguém para admirar. Seus olhos são como um mar, parecem possuir ondas, e eu tento sustentar esse olhar, mas é difícil não me perder, e não querer me afogar nesse mar, por livre e espontânea vontade.

Índigo - Parte 1

Você, é furacão, é ventania, é uma tempestade completa, que arrebata todos os meus sentidos. Não consigo mais tirar aquele primeiro olhar profundo que me deste, da cabeça. Subitamente lembro, da forma como se senti, única, desejada, especial. Ninguém mais é capaz de causar aquele mesmo efeito em mim, então simplesmente, necessito de mais de você. Preciso de mais uma dose, mais um momento, mais um beijo, mais um encontro de olhares, de almas. Quero me apaixonar, cair de cabeça, me entregar, quantas vezes forem necessárias, para me sentir um pouco mais perto do paraíso, exatamente como me sinto a cada vez que nossos lábios se encontram, a cada vez que nossas línguas se tocam.

Autocomiseração

Seguro em minhas mãos aquele mesmo velho chaveiro, lembro dos sorrisos, da ótima pessoa que você costumava ser, e sinto pena de mim mesma. Tive um sonho no qual me embalo em teu peito até dormir, mas na verdade, o que ajuda mesmo são apenas antigas canções de ninar, combinadas com os mesmos remédios de sempre. Seus dentes de Drácula me mordem, sugam toda a minha energia vital, enquanto sou reduzida a nada, submissa, depressiva, e como sempre vazia. A anorexia encontra-se refletida no espelho, te chamando de gorda, fraca, estupida, inútil, mas ela não vai vencer, não desta vez. Quero cavar a ferida, bem fundo, retirar todo o veneno, me aninhar em outros braços. Quero ser apreciada, no meu íntimo, pode tomar tudo, é tudo teu para fazer o que bem entenderes, leve cada pedaço até que nada mais reste, doce alma saqueadora. Muitos não entendem pelo que você passa, eles debocham sem saber como é difícil, sorrir quando se quer chorar, ter que levantar da cama todos os dias, apenas fingir. Passos de bebê, ou grandes passos, isso já não importa mais. A velocidade da mudança, a direção e a intensidade, esse amor é muito mais do que posso me permitir sentir, muito mais do que posso suportar.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Memórias de Fogo

Na peça memórias de fogo, vê-se através de cativantes músicas, gestos, dança e magníficas atuações, críticas à repressão do sistema. Com uma brilhante direção de Sady Bianchin, é uma peça que vale à pena ser vista e sentida na pele. A peça citada no presente relatório é bastante rica em detalhes, desde um “jogo” em que as atrizes presentes no espetáculo complementam as falas umas das outras, até seus gestos em harmonia, como abraços nos quais as mesmas apresentam uma expressão profundamente triste, em que o observador é capaz de sentir toda a angustia, toda a agonia. Memórias de fogo é de grande sensibilidade, até mesmo nos mínimos detalhes, como a colaboração da plateia na iluminação do espetáculo (por meio de lanternas distribuídas na entrada), até o momento em que imagens de poesias são projetadas nas atrizes, de forma quase mágica. Não há como não se encantar, ainda mais com um espetáculo que além de gestos fortes, tem músicas tão bonitas em seu repertório. Como público, entende-se que, Sady Bianchin faz, em sua peça, uma crítica a repressão do sistema, com a qual sofremos e nos deparamos diariamente. Eles querem que você siga o padrão, mas só depende de você quem vai ser, apenas mais um que só observa enquanto a vida passa, ou alguém que luta pela diferença? Eles querem te prender, querem que pense de forma padronizada, não querem que ninguém critique o sistema. O espetáculo vaga por várias questões do dia a dia, sobre como nos sentimos presos, com uma ditadura de como devemos ser, sobre como o tempo passa rápido e as pessoas tem cada vez mais pressa, perdendo seus valores no caminho. Questões como onde foi parar a alegria, a dança, o canto, a simplicidade da vida, de apenas existir. Onde foi parar o amor? Acima de tudo o amor ao próximo, os gestos simples, o cuidar. Sobre como as pessoas se tornaram tristes e amarguradas, expressado de várias formas, através de dança, gestos, canto, palavras, pura poesia. A peça remete até mesmo à simplicidade dos índios que aqui viviam, e como tudo foi tirado deles, e as pessoas foram se transformando cada vez mais, tudo explicito em um conteúdo realmente muito completo. Que nos mostra que as pessoas têm que ter fé, esperança no futuro, ao invés de simplesmente desistir de lutar. Também é ressaltado o fato de que temos que questionar tudo, aprender a pensar por nós mesmos, e não apenas acreditar em tudo que nos dizem, não ser meras marionetes para o deleite de terceiros. Sobre como as pessoas se iludem, acreditando que dinheiro e posses, são sinônimos de felicidade, tornam-se cada vez mais vazias, e justamente, infelizes, achando que têm tudo, quando na verdade, não têm nada. Memórias de fogo é uma peça dotada de conteúdo bem forte, mas que ao mesmo tempo consegue transmitir tremenda fragilidade. É uma peça simples, que mostra muito bem a que veio, mas que ao mesmo tempo é difícil de entender dentro de toda sua complexidade. Aborda inúmeros temas cotidianos, interessantes e essenciais, que nos levam a pensar até onde chegamos, e para onde estamos indo. É uma peça que faz com que o espectador saia satisfeito por ter assistido a algo assim, tão bem estruturado, e que nos deixa com vontade de assistir outras obras semelhantes, igualmente profundas e importantes, para nossa formação como indivíduo e como sociedade.

Obs: Relatório sobre a peça Memórias de Fogo, Trabalho de Cultura Brasileira - Faculdade de Jornalismo FACHA (Botafogo).

terça-feira, 4 de abril de 2017

Resquícios

O amor é uma linha tênue, entre prazer e dor, recaídas. Você encara o vazio, e ele lhe sorri de volta, sempre esperando por um momento do passado que jamais voltará. Estática, estado vegetativo, nada mais tem sentido. Lembro da falta que você faz e me sinto inútil, imóvel, mais uma vez vazia. Você nunca quis realmente ficar, apenas esperando algo dar errado. Nunca será o último beijo, nunca haverá uma última noite de amor, pois estamos para sempre conectados, por aquela mísera ponta de esperança. Se realmente for amor, não importa quanto tempo passe, jamais deixará de existir, a menos que você não sinta o mesmo. Talvez não fiquemos juntos no final, quem sabe, sequer acredito que isso aconteça, mas pelo menos poderei dizer que tentei, com todas as minhas forças, até o último momento. Ah, como eu tentei.

Mais perto

É reconfortante saber que ainda resta algum resquício de esperança, ela flui de teus olhos para os meus. Quero deitar em teu peito, sentir teus braços me envolvendo, tua respiração, leve, relaxada, e ao mesmo tempo pesada, impaciente, enquanto me puxa para mais perto. Nem toda a proximidade do mundo pareceria suficiente, precisamos estar mais perto, mais perto. Com tua boca colada a meu ouvido, mordendo, lambendo, logo fantasio tudo que gostaria de fazer esta noite. Sinto um fogo quando nossos corpos se encontram, quando nossas línguas se tocam. Nossos corpos vibram, nossas mentes se transportam para bem longe daqui, para algum lugar mais privado, desejando estar lá. Desejando ser totalmente sua esta noite, e de mais ninguém, de corpo e alma, mente e coração, quero ser possuída, até encontrar-me exausta, pedindo arrego, como alguém que não aguenta mais, e por fim, apenas deseja dormir em teus braços, descansar, e acordar, quem sabe, querendo mais.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Sem você

Indecisa entre seguir em frente ou continuar presa ao passado, mas sei que a melhor escolha é sempre seguir em frente, pois como o próprio nome já diz, passado é algo que já passou, e não volta a ser mais como era antes. Quando a mágoa já é muita, sempre irá se sobrepor a tudo que há de bom. Apenas é difícil deixar ir, após tanto tempo. Me acostumei a tua mão, a teu toque, me prendi em teus olhos, me agarrei em teu sorriso, e não quis mais partir, não quis aceitar aquele fatídico dia em que tudo desmoronou. Por mais que fosse algo previsível, por mais que já estivesse apenas por um fio a muito tempo, apenas é difícil, aceitar, deixar ir, andar com meus próprios pés mais uma vez, não ver suas pegadas junto as minhas, crescer, sorrir, ser completa como um só.

Hiato

Seus olhos azuis são um mar de emoções, calmaria, paz. Serenos, eles transmitem todo o desejo contido, nos seus beijos, mil palavras não ditas. Quando crava as unhas em minhas costas, e aperta-me com força. Você me envolveu em teus braços, quando eu mais precisava, fez deles minha morada. Não consigo entender, exatamente o que aconteceu, só sei que me fizeste tua, da forma mais pura possível, mesmo que por apenas uma noite. Um hiato, desejos, mordidas, costas, mãos. Mãos que passam através de meu corpo, entendem, curam, tranquilizam. De repente não me encontro mais perdida, me achei, e da melhor forma possível.